Programação Geral

Dia 28/05/19 (terça)

9h00 – 11h30 – Abertura Oficial. Auditório Dom Agnelo Rossi – Bloco E – CCHSA

Profs. Márcia Rosa, Ricardo Gaiotto e Tarcisio Torres Silva (organização geral RDCA2019)

Palestra “O ativismo nos tempos da cólera: velocidade e política no mundo digital” com Pedro Meira Monteiro (Princeton University, EUA)

Apresentação: Prof. Ricardo Gaiotto (PPG LIMIAR/PUC-Campinas)

14h00 – 16h00 – Workshops

  1. Workshop de Stories no Instagram, com Denise Lourenço, sala 849-A. Vagas esgotadas
  2. Workshop “Panorama da Pesquisa em Games e Gênero no Brasil”, com Beatriz Blanco e Júlia Stateri, sala 849. Vagas esgotadas
  3. Workshop de introdução ao vídeo 360 graus e realidade virtual, com Felipe Neves e Lucas Lespier, sala 833. Inscrição aqui.

14h00 – 17h00 – Cine-debate com o filme “BRAD: uma noite mais nas barricadas” (Direção Miguel Castro, 2007). Com Alexandre Sônego de Carvalho (MIS/Campinas), Helena de Assis (Faculdade de Educação/UNICAMP) e João Augusto Neves (UNICAMP) . Prédio H1, Sala 800. Inscrição aqui.

18h00 – 20h00 – Exibição de curtas e debate com os diretores. Prédio H1, sala 800. Inscrição aqui.

Na Trilha do Boi Falô”, direção de Cauê Nunes (PUC-Campinas)

“Trilogia Incompleta”, dirigido pelo coletivo Quarta Pessoa do Singular (Felipe Neves, Juliana Garzillo e Lucas Lespier)

“BranCURA”, digirido por Giovana Zimermann (Grupo Extremidades)

Dia 29/05/19 (quarta)

9h00 – 11h30 – Mesa de discussão, sala 900, H2

Almir Almas (ECA-USP). “Semiosfera Audiovisual – expansão de linguagens de uso e de produção”

Daniel Lima (ECA-USP). “Descolonizar a tecnologia”

Mediação: Prof. Tarcisio Torres Silva (PPG LIMIAR/PUC-Campinas)

14h00 – Painéis (14h00-15h40; 16h00-17h40)

18h00 – Abertura da exposição artística. Galeria de Artes Visuais, H7.

18h00 – Lançamento de livros. Hall da Galeria de Artes Visuais, H7.

19h00 – 20h30 – Animação 3D nas extremidades, com Carlos Eduardo Nogueira (Grupo Extremidades, PUC-SP), Sala 900, H2. Inscrição aqui.

Dia 30/05/19 (quinta)

9h – 11h30 – Mesa de discussão, sala 800, H1

Pollyana Ferrari (PUC-SP). “Empatia, ética e a sociedade da desinformação”

Alexander Maximilian Hilsenbeck Filho (Cásper Líbero). “Labirintos e curto-circuitos: a fragmentação do ativismo social”

Mediação: Profa. Márcia Rosa (PPG LIMIAR/PUC-Campinas)

14h00 – Painéis (14h-15h40; 16h-17h40)

18h00 – 19h00 – Atividade cultural de encerramento, sala 835, H5

Físico :: Silêncio, o espaço tempo de resistência e resiliência, performance de arte sonora com Dudu Tsuda (UNESP)

Transduções#4, performance audiovisual com Felipe Merker Castellani (UFPel) e Alessandra Bochio (UFRGS)

Sobre os palestrantes

Pedro Meira Monteiro
Professor titular na Princeton University, onde codirige o Brazil LAB e dirige o Departament of Spanish and Portuguese. Nos Estados Unidos, bem como em outros países, tem oferecido cursos sobre literatura e sociedade, com foco no Brasil. Os temas vão de ficção, poesia, ensaios e música a política, raça e cidadania. Entre os seminários que ensinou estão “#leiamulheres”, “The Subject in Disguise”, “Machado de Assis”, “Em busca da família perdida” e “Sound and Sense”.

Na interseção entre literatura e história cultural tem produzido, para além do âmbito acadêmico, ensaios para revistas, jornais e outros meios, e tem também feito a curadoria de eventos no Brasil e nos Estados Unidos. É autor, tradutor e organizador de diversos livros, incluindo Signo e desterro: Sérgio Buarque de Holanda e o Brasil (Hucitec/E-galáxia, 2015), Conta-gotas: máximas & reflexões (E-galáxia, 2016) e A primeira aula: trânsitos da literatura brasileira no estrangeiro (Itaú Cultural/Hedra, 2014, com versões em inglês e espanhol).

Desde 2012 dirige, com Nicola Cooney, os programas de língua portuguesa que a Universidade de Princeton oferece no verão, no Brasil e também em Portugal. Em 2018, criou com João Biehl, o Brazil LAB (Luso-Afro-Brazilian Studies), um hub de pesquisa e ensino multidisciplinar que explora, a partir de Princeton, a política, a história, a cultura e a ciência, congregando professores e alunos, pesquisadores, artistas e intelectuais que trabalham sobre o Brasil ou no Brasil.

Um ano antes de se mudar para os Estados Unidos em 2002, doutorou-se em Teoria História Literária pela Unicamp, universidade pela qual é bacharel em Ciências Sociais (1993) e mestre em Sociologia (1996). Em 2000, recebeu um DEA em História Sociocultural pela Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines, na França.

Almir Almas

É Doutor e Mestre em Comunicação e Semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Possui graduação em Psicologia e Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É Professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (CTR/ECA/USP), desde 2002. É Videoartista, Produtor e Diretor de Audiovisual. Pesquisa Televisão Digital, interatividade, vídeo, cinema, arte eletrônica e cultura japonesa. Dirige e realiza trabalhos de videoarte, videopoemas e intervenções em mídias. Desenvolve o trabalho Namahaiku (cinema expandido, Vjing/live-image e poesia japonesa). É VJ e membro dos coletivos C.O.B.A.I.A e Formigueiro, em que realiza trabalho coletivo de atuação artístico-intervencional.

Sobre sua fala no RDCA 2019:

Semiosfera Audiovisual – expansão de linguagens de uso e de produção

A partir do conceito de Semiosfera, do semioticista Iúri Lótman, proponho pensar paradigmas de cinema e televisão expandidos, que apontam para signos de um audiovisual em expansão, em que se criam semioses, diante de múltiplas telas e múltiplas plataformas, da experiência do tele/espectador/usuário, do lugar da enunciação do sujeito e dos procedimentos cinematográficos e televisivos e suas linguagens de uso e de produção, a partir dos dispositivos de arte & tecnologia.

Daniel Lima
Nascido em Natal, 1973. Vive e trabalha em São Paulo. Daniel Lima é bacharel em Artes Plásticas pela Escola de Comunicação e Artes da USP e Mestre em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC/SP. Desde 2001 cria intervenções e interferências no espaço urbano. Próximo de trabalhos coletivos, desenvolve pesquisas relacionadas a mídia, questões raciais e processos educacionais. Membro fundador da A Revolução Não Será Televisionada, Política do Impossível e Frente 3 de Fevereiro. Dirige a produtora e editora Invisíveis Produções. http://www.danielcflima.com

Sobre sua fala no RDCA 2019:

Descolonizar a tecnologia
À sua volta, doze participantes de diferentes lugares de fala discursam sobre as lutas. Eles estão de corpo inteiro. A experiência audiovisual almeja permitir que as palavras e gestos dos corpos produzam novas percepções do cruzamento de lutas diversas na sociedade. Nas últimas décadas, intensas reconfigurações das relações sociais no Brasil, vem legitimando lugares de fala e protagonismos tão diversos, quanto entrecruzados: raciais, sexuais, de gênero e de outras expressões que têm desafiado discursos vigentes. São vozes não de minorias, mas de grupos minorizados pela norma social. Vozes empoderadas pela coletividade, com capacidade de transformar lugares de saber e poder no mundo contemporâneo. Como artista e pesquisador, assumo a tarefa de buscar descolonizar a tecnologia voltada para a disciplina dos corpos e mentes, do biopoder e da necropolítica; pela luta para que outros corpos ocupem este lugar da imagem tecnológica.

Pollyana Ferrari
Pollyana Ferrari Teixeira é pós-doutora em Comunicação pela Universidade Beira Interior (Portugal), doutora e mestre em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo (2007).
É graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela PUC-SP (1991). É professora titular do Programa de Estudos Pós-Graduados em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Na PUC-SP é também professora dos cursos de graduação em Jornalismo e em Multimeios. Autora dos livros Comunicação digital na era da participação (Editora Fi, 2016), Jornalismo Digital (Contexto, 2010), Hipertexto Hipermídia ( Contexto, 2007), A força da mídia social (2ª ed., Estação das Letras, 2014), No tempo das telas ( Estação das Letras, 2014), Comunicação na era da participação (Editora Fi, 2016) e Como sair das bolhas (Educ, 2018). Atua como pesquisadora nas seguintes áreas: jornalismo online, jornalismo de dados, narrativa transmídia, mídias sociais e edição jornalística. Líder no grupo de pesquisa Comunidata. (http://comunidata.org/index.php/quemsomos/), ligado a PUC-SP, que tem como foco o estudo da comunicação de/entre dados.

Alexander Maximilian Hilsenbeck Filho

Bacharel, Licenciado Pleno e Mestre em Ciências Sociais pela Unesp; Doutor em Ciência Política pela Unicamp. Atualmente é pesquisador do Consejo Latino-Americano de Ciencias Sociales (CLACSO – Argentina); Pesquisador do Centro Interdisciplinar de Pesquisa (CIP) da Faculdade Cásper Líbero; e Professor de Ciência Política na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero (FCL). Tem experiência na área de Ciência Sociais, com ênfase em Ciência Política, atuando principalmente nos seguintes temas: Movimentos Sociais; América Latina; Democracia; Arte.

Sobre sua fala no RDCA 2019:

Labirintos e curto-circuitos: a fragmentação do ativismo social

Buscaremos conversar sobre as novas arenas públicas e de cidadania desenvolvidas com o advento das tecnologias de redes sociais, buscando não apenas assinalar fatos, mas rasgar algumas camadas de discursos proferidos sobre os fatos, numa tentativa de adicionar às contradições sociais e políticas, novas questões, com vistas a construirmos caminhos que apontem para pontos de fuga desse labirinto de irracionalismos.

Sobre o documentário do Cine-Debate

BRAD: uma noite mais nas barricadas.
55 minutos/ 2007
Brasil/EUA/México
Diretor: Miguel Castro

Em junho de 2009, “Brad” foi selecionado para a mostra Panorama do XI Festival Internacional de Cine de Direitos Humanos, realizado na Argentina.
A história de Brad Will é a história do Indymedia, conhecida aqui no Brasil como CMI (Centro de Mídia Independente), que mostra o que a mídia corporativa não tem coragem de mostrar.
Brad era um dos ativistas mais atuantes do Indymedia, cheio de solidariedade, de bondade com as pessoas e o meio-ambiente. Brad era um daqueles caras sempre dispostos a dar a cara para bater em manifestações na Europa, nos EUA, na América Latina. Ele era um daqueles que entravam quando a mídia tradicional saia, ou seja, quando a polícia começava a agir ilegalmente.
Foi morto pelos paramilitares contratados pelo Governo mexicano para abafar as revoltas populares que se espalhavam por Oaxaca. Foi morto com a câmera na mão, rodando…
Esse documentário foi feito para aqueles que são inconformados com as atrocidades e injustiças do mundo atual e desejam fazer alguma coisa de concreto, como filmar e contar a verdade.

Sobre os curta-documentários

Na Trilha do Boi Falô

A Lenda do Boi Falô narra a relação entre o escravizado Toninho e o Barão Geraldo de Rezende, na cidade de Campinas, interior do Brasil. O documentário busca identificar os contextos onde a lenda é transmitida e como ela relaciona-se com a questão racial brasileira. Por um lado, a lenda revela como o sistema de opressão escravocrata estruturava-se e como isso marca o imaginário da cidade. No entanto, o movimento negro local articula outros sentidos para a narrativa. Ao trilhar pela lenda as situações se revelam. Um filme sobre política, encantamento e autodeterminação.

Direção Cauê Nunes. 2019. 30 min.

Trilogia Incompleta

Trilogia Incompleta, curta-documentário realizado pelo coletivo Quarta Pessoa do Singular, captura o papel que as redes sociais tiveram na articulação dos protestos de rua e na disseminação de discursos políticos durante as três principais manifestações pró-impeachment da presidenta Dilma Rousseff, realizadas, em 2016, na Av. Paulista, em 13 de março, 17 de abril, dia da votação do impeachment na Câmara, e 31 de agosto, decisão do impeachment no Senado.

A realização do documentário Trilogia Incompleta se apoia no dispositivo de montagem de vídeos de manifestantes transmitidos pelo Periscope, aplicativo do Twitter que permite transmissões ao vivo de gravações pelo microblog em celulares e tablets. Como o Periscope utiliza o sistema social do Twitter, além de compartilhar imagens em tempo real, os usuários podem dar likes, usar emoticons e comentar os registros audiovisuais ao vivo. Isso permitiu que os manifestantes transmitissem vídeos em tempo real pelos dispositivos móveis e tivessem interações de seus seguidores enquanto participavam dos atos pró-impeachment. A opção de se apropriar dos vídeos feitos via smartphone pelos manifestantes também vincula esse documentário ao gênero found footage, que se refere a produções audiovisuais realizadas com gravações encontradas. Com esse dispositivo de organização fílmica, Trilogia Incompleta capta a contaminação entre o espaço virtual das redes sociais e o físico, das ruas, traduzindo as interpenetrações entre a experiência privada e pública dos usuários das redes sociais. (texto de Cyntia Gomes Calhado)

Direção de Felipe Neves, Juliana Garzillo e Lucas Lespier. 2016. 23 min.

BranCURA

Após violências sofridas, Aimèe embora bonita, toma cuidados para não ser percebida, sublima a sensualidade, entendendo-a como uma ameaça. Usa a arte na luta contra uma neurose obsessiva. Vê em seu processo criativo uma possibilidade de suprir a lacuna deixada pelo trauma.

Direção de Giovana Zimermann. 2016. 15 min.

Sobre outras atividades culturais da programação

Exposição Coletiva

Artistas e trabalhos:

Acácia Azevedo – Glacialis (2018)

Ana Elisa Carramaschi – Sem título (hashtags)

André Bonani – Traça, instação (2019)

Carolina Mantovani – Por que me apagas? (2019)

Fausto Antônio – Siori (2019)

Fernanda de Souza Oliveira – <title> # </title> (2018)

Nicolau Centola – R$ 4,00 

Animação 3D nas extremidades

A sessão é composta por filmes narrativos de animação 3D que hoje compõem o corpus da pesquisa de doutorado de Carlos Eduardo Nogueira, aluno do PPG em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. São filmes produzidos fora dos cânones hegemônicos e que são atravessados por outras linguagens além da cinematográfica. Exploram erros, descontroem a operação ideológica dos softwares, operam tensões em diferentes vetores expressivos. A abordagem das extremidades desenvolvida por Christine Melo dá sustentação a curadoria desta sessão que contará com curta-metragens de David O’Reilly, Eran Hilleli, Brian Tessler e Jon Baken, além de um curta produzido por mim.
A sessão será aberta por uma breve fala introdutória sobre as investigações das tensões promovidas pelos trabalhos apresentados e porque eles se situam em lugares extremos da animação 3D.

Físico :: Silêncio, o espaço tempo de resistência e resiliência

Performance de arte sonora que discute a violência e a repressão policial nas manifestações contra com o golpe de 2016 a partir da sobreposição e justaposição de imagens sonoras concretas e abstratas.

Em cena, o artista Dudu Tsuda hibridiza a manipulação e edição de sons pré-gravados em tempo real de forma digital e analógica e o uso de peças e instrumentos de metais construídos com microfones piezo.

Transduções #4

Transduções #4 é uma performance que dá continuidade às pesquisas artísticas de Alessandra Bochio e Felipe Merker Castellani, as quais possuem como ponto central as convergências e as inter-relações entre imagem, som e corpo. Atualmente a produção dos artistas é dedicada a criação de performances e instalações sonoras e audiovisuais.

Em Transduções #4 são exploradas estratégias operatórias que geram simultaneamente resultantes sonoras, visuais e espaciais, constituindo assim um ambiente de interdependência mútua entre os diferentes meios de expressão artística solicitados. O ambiente performativo é construído a partir de uma rede de retroalimentções e traduções entre informações de natureza distinta, entre meios materiais e imateriais, entre analógico e digital, entre corpo, espaço e o público.

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