Chamada de resumos

O Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, convida docentes e pesquisadores, em nível de graduação e pós-graduação, a apresentar trabalhos que relatem suas pesquisas, experiências ou obras artísticas voltadas à temática geral do evento: Fronteiras entre linguagens, mídia e arte.

Critérios de seleção de trabalhos
Os resumos devem conter título em negrito; o nome do(s) autor(es), assim como sua formação principal e filiação; tamanho entre 300 e 500 palavras, fonte Times New Roman 11, justificado, parágrafo simples; apresentar de três a cinco palavras-chave; e ser encaminhado até o dia 24/08/20 para um dos 10 GTs de interesse propostos abaixo, organizados por professores de diferentes PPGs e IES.  Notem que neste ano abrimos um GT específico para alunos de graduação (GT10).A submissão dever ser feita por meio da plataforma Easychair neste link. Ao enviar, escolha apenas um GT. O trabalho deve ser inserido no modelo abaixo:

Os trabalhos são avaliados pelos coordenadores dos GTs que também estão cadastrados pela plataforma. Cada trabalho é avaliado por pelo menos dois avaliadores. Os trabalhos serão julgados de acordo com a aderência ao tema do evento, a proposta do GT, as normas de formatação e a originalidade do trabalho.

Os resultados e a programação final são divulgados por meio do site http://www.culturasativistas.wordpress.com no dia 05/09/20.

Está aberta também a chamada para trabalhos artísticos. Veja as instruções na aba “Chamada para Exposição Artística RDCA 2020”

Grupos de Trabalho (GTs):

GT 1 – Corporeidade, cidade e redes sociais virtuais

São múltiplas as formas como a corporeidade tem sido resignificada nas relações mediadas e situadas nas redes sociais virtuais. Trata-se de novas formas de se relacionar com o mundo, com o Outro e de compreensão do Si. Este grupo de trabalho busca abrigar as pesquisas e reflexões sobre os impactos e as reverberações nas formas de exposição, reconhecimento, identidade e diferença no contexto do pós-humanismo, seja pelo agenciamento dos corpos, suas representações ou objetificação. Qual o lugar do corpo neste contexto? Os movimentos socioculturais urbanos, por exemplo, propõem outras formas de sociabilidade que são possibilitadas pelas redes sociais virtuais, provocando um duplo agenciamento do corpo, na rede e na cidade. O prolongamento desta corporeidade, bem como sua reverberação ou redefinição, projetam relações diacrônicas e/ou sincrônicas as quais nos provocam a repensar o sentido do corpo e da cidade.

Coordenadores: Antonio Bernardes (UFF), Fernanda Cristina de Paula (IFMG) e Eduardo Marandola Jr. (FCA/Unicamp).

GT 2 – Crises e (re)configurações do sistema midiático na democracia contemporânea

A recente experiência brasileira de eleger um candidato à Presidência da República sem simpatia e apoio por parte do sistema de mídia tradicional é um claro sintoma da redução do grau de influência dos meios tradicionais em detrimento do potencial de mobilização adquirido pelas redes sociais digitais em processos eleitorais. O fenômeno aponta para questões sensíveis à democracia, como o surgimento e proliferação de “fake news” ; o incentivo à polarização de extremos, com a decorrente perda dos territórios de centro; a predominância de discursos entoados pela emoção; a fusão entre o público e o privado no campo político; os novos papéis que se reservam aos meios tradicionais, como o jornal, a TV e o rádio; a (des)profissionalização  da política e o sentido ético das campanhas eleitorais; os níveis de envolvimento do eleitor na democracia representativa; e a utópica hipótese de uma democracia participativa a partir das tecnologias de informação e comunicação em permanente desenvolvimento.

Coordenadores: Carlos Alberto Zanotti, Celeste Jannuzzi, Juliana Doretto e Marcelo Pereira da Silva (PPG Limiar/PUC-Campinas).

GT 3 – Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais

Reflexões teóricas e metodológicas, bem como resultados de trabalhos empíricos sobre a cidade como locus dos processos culturais e suas relações com a mídia formam o universo de reflexão e debate acadêmico deste grupo de trabalho. Compõem o escopo de discussão pesquisas que considerem a cidade como espaço de circulação das práticas socioculturais, que busquem pensar os modos como tais fenômenos delimitam o espaço (concreto e imaginário) e condicionam a geração de sentidos nos ambientes urbanos.

Coordenadores: Paulo Celso Silva e Mara Rovida, Grupo de Pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais do PPG em Comunicação e Cultura (UNISO)

GT 4 – Entre (dis)cursos: a formação das identidades e da memória em tempos e espaços (não) digitais

A proposta desse GT é trazer à discussão trabalhos que dialoguem com os processos de construção de memória em contextos espaço-temporais diversos, que se materializam em diferentes discursos, como os da mídia, da política, de gêneros, da literatura, indiciando traços da subjetividade e das identidades que nesses ambientes se constroem e entendendo a leitura dos arquivos como possibilidades de interpretação marcadas por uma vontade de verdade e pelas redes de saber-poder. Trabalhos que se dediquem ao estudo de narrativas, de autonarrativas e/ou de espaços heterotópicos que se mostrem relevantes na formação de identidades e de modos de subjetivação são alguns dos focos deste GT.

Coordenadoras: André Monezzi, Eliane Azzari, Eliane Righi e João Paulo Hergesel (PPG Limiar/PUC-Campinas).

GT 5 – Letramentos, linguagens, tecnologia(s):  dissenso e resistência

Ao longo da última década, a forma como usamos a Web passou a ser intensamente influenciada pelas grandes corporações de tecnologia, como a Amazon, o Google e o Facebook. Em decorrência disso, experiências locais e autônomas, como o movimento do software livre, perderam força no Brasil. As corporações colocam em marcha práticas de vigilância com enorme potencial de controle e indução de comportamentos, a exemplo do que tem sido demonstrado por estudiosos como Shoshana Zuboff, Evgeny Morozov e Sérgio Amadeu, em produções de documentários como o Privacidade Hackeada, e por ativistas como Edward Snowden e Julian Assange. Se, por um lado, novas formas de vigilância, controle e segregação foram criadas nessa dinâmica, por outro, a dimensão da conexão transnacional tem sido, inegavelmente, um dos caminhos na criação de “linhas de fuga”, como sugerido por Deleuze e Parnet (1998) e de reinscrições e transformações em questões de ensino, aprendizagem, etnia, nacionalidade, raça e classe. Essas condições se dão nas interfaces constituídas no atual regime, que abarca quebra e criação de trincheiras, integração e divisão, apagamento e inclusão, fazendo-nos repensar a produção e a circulação das linguagens nos dias correntes. Diante disso, a proposta deste GT é reunir trabalhos que ampliem nosso entendimento tanto sobre os efeitos das formas contemporâneas de vigilância e controle sobre os / dos sujeitos, como sobre as formas de resistência. Os trabalhos enviados poderão contemplar diferentes áreas, tais quais: a educação linguística, a formação docente e discente, e(m) suas interfaces com as artes, a comunicação e a acessibilidade. Buscamos, assim, a partir de uma vertente crítica (Luke, 2019), discutir o lugar de diferentes letramentos nas relações entre as linguagens, as tecnologias e os espaços para o dissenso e a resistência, nos dias correntes.

Coordenadores: Eduardo Moura Almeida (FFLCH/USP), Danielle Cristina Mendes Pereira Ramos (UFRJ e FFLCH/USP), Eliane Fernandes Azzari (PUC-Campinas e FFLCH/USP), Fabiana Poças Biondo Araújo (UFMS e FFLCH/USP), Rodrigo Abrantes  (FFLCH/USP) e Walkyria Maria Monte Mór (FFLCH/USP).

GT 6 – Ciberpolítica e Cibercultura: novos tempos do ativismo

O desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação trouxe profundas mudanças nas dinâmicas da ação e identidades coletivas e nos processos de criação simbólica de atores sociais. Abordar o surgimento de práticas culturais e a expressão de múltiplas formas de subjetividades ganha espaço cada vez mais significativo nos estudos das redes digitais. Práticas de remixagem, compartilhamento de arquivos, trabalhos colaborativos, práticas de conectividade, produção de softwares e outros temas, manifestam a variedade de práticas construídas nas e pelas tecnologias digitais. O fenômeno de uma sociedade conectada convive de forma híbrida com antigas práticas sociais gerando um complexo ecossistema comunicacional que produz novas formas de sociabilidade. A emergência desse paradigma abre espaço para novas possibilidades de atuar nas instituições políticas, nos movimentos sociais e em outros segmentos da sociedade civil a partir da criação de espaços de participação e deliberação que emergiram e continuam a emergir em um cenário de aceleração temporal e reordenamento social, político e espacial.

Coordenadoras: Rosemary Segurado (PUC-SP/Escola de Sociologia e Política de São Paulo) e Tathiana Chicarino (PUC-SP/Escola de Sociologia e Política de São Paulo).

GT 7 – Extremidades: experimentos críticos, curatoriais e artísticos

Em uma era associada a contínuos deslocamentos, à decomposicão e à incerteza, a escrita da crítica é aqui ativada como experimento, na tentativa de produzir situações de risco no que diz respeito a leituras de trabalhos em trânsito, limítrofes e instáveis. Como experimentos críticos, tratamos de possíveis caminhos tanto para o estudo da crítica e da curadoria, quanto para o estudo em arte, em poéticas e em práticas midiáticas. A partir da temática proposta pelo 4º Encontro, observamos, conforme Bochio e Polidoro (2019), que por um lado as produções artísticas desde a modernidade evidenciam sobreposição de procedimentos e técnicas, apropriações, ampliação das linguagens e hibridismos. Por outro lado, a popularização das tecnologias digitais e a incorporação dessas em larga escala faz com que a presença das mesmas aconteça de forma naturalizada nos processos artísticos, oferecendo um novo olhar às estratégias utilizadas pelos artistas e colocando ainda novos problemas a eles. Temos como objetivo explorar, em especial, questões relacionadas às redes audiovisuais, ao cinema, à performance e à arte contemporânea como práticas em crise, atravessadas por procedimentos como os da desconstrução, contaminação e compartilhamento.

Coordenadores: Christine Mello (Grupo Extremidades/PUC-SP), Alessandra Bocchio (UFRGS), Carlos Eduardo Nogueira (PUC-SP) e Larissa Macêdo (PUC-SP).

GT 8 – Design e Narrativas Ativistas

Estudos que tratam o design como manifestação e forma de expressão por meio de narrativas visuais, sonoras, performáticas ou objetuais, estruturadas em diferentes linguagens e suportes, veiculadas em mídias digitais (redes sociais e internet). Discute o potencial de diferentes tipos de narrativas que promovem o engajamento, conscientização e/ou transformação social, política, ambiental e cultural. São bem-vindos trabalhos que abordam linguagens híbridas e interdisciplinares, catalisadoras de mensagens multissensoriais com impacto ativista e/ou dissidente, produzidos por indivíduos ou grupos.

Coordenadores: Didiana Prata (FAAP/FAU-USP), Maria Beatriz Ardinghi (PUC-Campinas) e Victor Corte Real (PUC-Campinas).

GT 9 – Pós-imagem e as tecnologias da visualidade

A imagem contemporânea, entre representação e simulação, abandona a estabilidade ontológica para constituir-se no espaço-tempo das interconexões em rede. Entre protocolos, linguagens, algoritmos, materialidades e técnicas, a imagem recusa a condição de referência para potencializar outras realidades, modos discursivos, experiências perceptivas. Importam as produções artísticas que mobilizam uma noção amplificada sobre o termo tecnologia, não somente vinculado à dimensão computacional, pelo exercício da distensão e contaminação entre processos históricos e contemporâneos. Assim, interessa-nos discutir sobre a imagem e suas operações tecnológicas para a constituição poética.

Coordenadores: Luisa Paraguai, Paula Almozara e Tarcisio Torres Silva (PPG Limiar/PUC-Campinas).

GT 10 – Redes Digitais e Culturas Ativistas Júnior (alunos de graduação)

Este grupo de trabalho acolhe os trabalhos de alunos de graduação com trabalhos de iniciação científica, conclusão, extensão ou outra modalidade que estejam ligados à temática do evento.

Coordenadoras: Cyntia Belgini Andretta, Maria Lúcia de Paiva Jacobini e Amanda Artioli Pezzo (PUC-Campinas).